NATIVIDADE

NATIVIDADE - PRESÉPIO


NATAL SIMBOLOS E TRADIÇÕES


NATIVIDADE

Jesus nasceu durante o reinado de Herodes o Grande, que os romanos haviam designado para governar a Judéia. Os calendários são contados a partir do ano em que se supõe ter nascido Jesus, mas as pessoas que fizeram essa contagem equivocaram-se com as datas: Herodes morreu no ano 4 a.C.., de modo que Jesus nasceu 3 anos antes, a quando dos censos do povo Judeu, que ocorreu, exactamente, 1 ano após os censos dos outros povos também subjugados ao poder Romano. Estes censos ocorreram para facilitar aos Romanos a contagem do povo e a respectiva cobrança dos impostos. Os Judeus sempre se opuseram a qualquer tentativa de contagem, por essa razão, esta ocorreu um ano depois de ter ocorrido nos povos vizinhos. Desde o século IV, os cristãos festejam o Natal, ou nascimento de Cristo, no dia 25 de dezembro. Esta foi uma adaptação das festas ao deus Sol dos povos pagãos, adquirida pelos Romanos. A data real ainda é incerta, ver mais adiante.

A notícia do anjo Gabriel

Maria, ela e o carpinteiro José, seu marido, moravam em Nazaré, uma cidade da província da Galiléia, no norte da Palestina. O Evangelho de Lucas conta que o arcanjo Gabriel apareceu a Maria e anunciou que ela ia dar à luz ao filho de Deus, o prometido Messias.

Lucas relata também que, após receber a notícia do anjo, Maria teria passado uns três meses com Isabel e Zacarias nas montanhas de Judá e que depois retornou para sua casa.

Mateus, por sua vez, traz a informação de que José, não teria compreendido inicialmente que Maria recebera a importante missão de conceber o Messias e se afastou de Maria, pelo que um anjo lhe pareceu em sonhos para que ele a recebesse.


Nascimento em uma manjedoura

Algum tempo antes de Jesus nascer, Maria e José foram a Belém, a fim de terem seus nomes registrados em um recenseamento. Devido a um decreto de Otávio Augusto, todas as pessoas que viviam no mundo romano tiveram que se alistar em suas respectivas cidades, sendo que José era de Belém.

Belém era uma pequena cidade do sul da Judéia. Maria e José encontraram abrigo num estábulo, e foi aí que Jesus nasceu. Maria fez de uma manjedoura o berço para ele.

Os Evangelhos falam de pastores que, perto de Belém, viram anjos no céu e os ouviram cantar: Glória a Deus nas alturas e, na Terra, paz e boa vontade entre os homens [1]. Algumas traduções da Bíblia dizem: paz na Terra aos homens de boa vontade

A visita dos magos do Oriente

A Bíblia também relata que vieram sábios do oriente para ver o Messias recém-nascido. A princípio perguntaram por ele na corte de Herodes. Mais tarde puderam localizá-lo, seguindo até Belém a luz de uma estrela. Trouxeram a Jesus oferendas de ouro, incenso e mirra.

Herodes pedira-lhes que voltassem para informá-lo quando tivessem encontrado o menino, mas eles não fizeram isso. Herodes tomou-se de fúria e, com medo desse novo rei dos judeus, mandou que fossem mortos todos os meninos de Belém que tivessem dois anos de idade ou menos. Um anjo apareceu a José, em sonho, e o preveniu. José fugiu então para o Egito, com Maria e o menino Jesus. Só retornaram a Nazaré depois da morte de Herodes.

A visita teria realmente ocorrido?

A tradicional crença de que Jesus foi visitado em seu nascimento não é consenso no meio acadêmico. Para o professor de história antiga da Universidade Federal do Rio de Janeiro, André Chevitaresse, não haveria "evidências históricas" de que estes eram reis ou mesmo magos, nem que visitaram Jesus logo após seu nascimento[2]. Para o historiador, estes personagens teriam sido criados pelo evangelista Mateus como uma metáfora do reconhecimento de Jesus pelos povos daquela época. Somente no Século III os magos receberiam o título de reis, o que para Chevitaresse corresponderia a uma forma de legitimar a profecia que consta do Salmo 72. No Século IX os magos teriam enfim recebidos os nomes pelos quais são conhecidos até hoje.

A fuga para o Egito

Prosseguindo a leitura do livro de Mateus, mais adiante o evangelista informa a notícia de que José, avisado em sonhos a respeito de um plano de Herodes para matar Jesus, foge com Maria e o menino para o Egito.

O momento em que A família de Jesus foge para o Egito também não é suficientemente preciso na Bíblia. O fato de Herodes ter mandado matar todas as crianças de Belém do sexo masculino de dois anos para baixo pode significar que, depois do nascimento de Jesus na manjedoura, José ainda teria permanecido por algum tempo nessa cidade esperando que o menino estivesse em condições para suportar uma viagem de volta à Galiléia.

Igualmente, não se sabe ao certo por quanto tempo a família de Jesus teria morado no Egito. Sabe-se apenas que Jesus permaneceu no Egito até a morte de Herodes, quando então José, após ser avisado por um anjo em seus sonhos, retorna para a cidade de Nazaré.

Data exata de nascimento de Jesus

A data de nascimento de Jesus é muito discutida. Devido a falhas do calendário há quem diga que Jesus teria nascido por volta do ano 6 d.C. . Porém, considerando que Jesus nasceu pouco tempo antes da morte de Herodes isto coloca-nos numa data anterior a 4 a.C..

Outra ajuda que temos para facilitar a localização da data do nascimento de Jesus foi que este ocorreu a quando José foi a Belém com sua família para participar do recenseamento.

Os romanos obrigaram o recenseamento de todos os povos que lhes eram sujeitos a fim de facilitar a cobrança de impostos, o que se tornou numa valiosa ajuda na localização temporal dos factos, uma vez que ocorreu exactamente 4 anos antes da morte de Herodes, no ano 8 a.C..

Entretanto, os Judeus tomaram providência no sentido de dificultar qualquer tentativa por parte dos ocupantes em contar o seu povo, pelo que, segundo a história, nas terras judaicas este recenseamento ocorrera um ano depois do restante império romano, ou seja no ano 7 a.C.. Em Belém, o recenseamento ocorrera no oitavo mês, pelo que se concluiu que, Jesus nascera provavelmente no mês de Agosto do ano 7 a.C..

Outros factos também ajudam a estimar a data exata. Conforme é relatado pelos textos bíblicos, no dia seguinte ao nascimento de Jesus, José fez o recenseamento da sua família, e um dia depois, Maria enviou uma mensagem a Isabel relatando o acontecimento.

A apresentação dos bebês no templo, bem como a purificação das mulheres teria de ocorrer até aos vinte e um dias após o parto. Jesus foi apresentado no templo de Zacarias, segundo os registos locais, no mês de Setembro num sábado. Sabe-se que Setembro do ano 7 a.C. teve quatro sábados: 4, 11, 18 e 25. Como os censos em Belém ocorreram entre 10 e 24 de Agosto, o sábado de apresentação seria o de 11. Logo Jesus teria nascido alguns dias depois de 21 de Agosto do ano 7 a.C..

Poucos relatos sobre a infancia e a vida de Jesus antes do 30 anos!

Gramde parte do que é conhecido sobre a vida e os ensinamentos de Jesus é contado pelos Evangelhos canônicos: Evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João pertencentes ao Novo Testamento da Bíblia. Os Evangelhos Apócrifos apresentam também alguns relatos relacionados com a infância de Jesus.

Esses Evangelhos narram os fatos mais importantes da vida de Jesus. Os Atos dos Apóstolos contam pouco do que sucedeu nos 30 anos seguintes. As Epístolas (ou cartas) de Paulo também citam fatos sobre Jesus. Notícias não-cristãs de Jesus e do tempo em que ele viveu encontram-se nos escritos de Josefo, que nasceu no ano 37 d.C.; nos de Plínio, o Moço, que escreveu por volta do ano 112; nos de Tácito, que escreveu por volta de 117; e nos de Suetônio, que escreveu por volta do ano 120.

No entanto, é nos Evangelhos de Mateus e de Lucas que se tem melhores informações a respeito da infância de Jesus. Enquanto Mateus foi um dos doze apóstolos, Lucas teria empreendido uma pesquisa dos fatos que na sua época já eram relatados de modo que o seu Evangelho é o que mais contém informações a respeito da vida de Jesus na Terra, antes mesmo do seu nascimento.

LENDA:

O LENHADOR E O MENINO JESUS
Conta uma lenda alemã que , na véspera do natal , uma criança , tremendo de frio e fome , bateu à porta de uma família pobre . O Dono da casa , um lenhador , depois de lhe dar comida , oferece-lhe uma cama . No dia seguinte , quando a família acordou viu uma luz brilhante intensamente no quarto onde dormia o hospede , que era o Menino Jesus . Como gratidão pela bondade da família , Jesus cortou um galho de pinheiro , plantou-o e disse que a arvore ficaria verde e daria frutos o ano inteiro . Assim o pinheiro foi eleito para representar o dia do nascimento do Menino Jesus .



PRESÉPIO

Um dos símbolos mais comuns no Natal dos países católicos é a reprodução do cenário onde Cristo nasceu: uma manjedoura, animais, pastores, os três reis magos, Maria, José e o Menino Jesus.

ORIGEM

O primeiro presépio foi feito na Igreja de Santa Maria em Roma.
Rapidamente este costume foi alargado o outras igrejas.

Foi São Francisco de Assis quem idealizou a representação do nascimento de Jesus com figuras, após 1223, quando festejou a véspera de Natal na floresta de Greccio, na companhia da população de  Assis.

A tradição do presépio, na forma como é representado nos dias de hoje, teve início no século XVI. As primeiras imagens apareceram no interior de igrejas, em mosaicos.

No século XVIII a cena do nascimento de Jesus já fazia parte das tradições natalinas em Nápoles e na Península Ibérica.

No Brasil, o costume foi introduzido pelo frade franciscano Gaspar de Santo Agostinho, nos primórdios do descobrimento do país, e logo se incorporou a religiosidade popular.

SIMBOLOS DE EXPRESSÕES ARTISTICAS

Como expressões artísticas próprias, os presépios sinalizam a cultura de cada país onde são montados. Com figuras humanas que podem variar de miniaturas de dez centímetros a 1,5 metros, são feitos em madeira, porcelana, palha, papel machê, entre outras técnicas, com traços próprio. No presépio japonês, por exemplo, João e Maria têm traços orientais e vestem roupas de seda. Na África do Sul são feitos em jacarandá. Na Ilha da Madeira, a figura de Maria aparece com sete saias, símbolo da nobreza portuguesa.

O estilo mais célebre e sofisticado de presépio é, porém, o napolitano do século 18, arte que atingiu seu
auge nos adereços em miniatura (os chamados finimenti) e no elevado número de cenas da vida popular. O rei Carlos III, de origem espanhola, tornou-se o grande patrono dessa arte em Nápoles, incentivando famílias ricas a adquirir figuras de alta qualidade, enquanto artistas buscavam representações cada vez mais suntuosas. Produziam cabeças em terracota, olhos de vidro, braços e pernas em madeira, unidos a estruturas de arame revestidas que formavam o corpo de figuras maleáveis. Mais marcantes eram os trajes do casal sagrado, dos cidadãos napolitanos e dos Reis Magos e sua exótica comitiva, adornadas em seda, ouro, pedras preciosas, madrepérola, marfim, além de inúmeros instrumentos de música, de sopro e corda, trabalhados em madeira ou latão. Boa parte dessas obras era exposta em praça pública.

Também em Portugal foram produzidos alguns dos mais belos presépios do mundo, não só de valor folclórico, mas como obras de arte naturalista. Mesmo nas cenas mais realistas, dos pastores ajoelhados ou da família com os meninos a caminho do presépio, o talento da composição e o estilo das roupagens exprimem uma força que se não encontra nas grandes esculturas naturalistas da época. Os chamados barristas reproduziam com terra cenas da vida popular e, pela exuberância de seu trabalho, fizeram do século 17 em Portugal o século dos presépios, período áureo dessa produção tipicamente nacional.

Na Itália, encontra-se ainda a rua San Gregório Armeno (Nápoles), que possui importância singular na produção dessa arte na Europa, concentrando grande número de artesãos e escultores e conta com mais de 300 mil itens relacionados a presépios, figuras e acessórios, vendidos principalmente nas semanas que antecedem o Natal. Muitas figuras são pequenas obras e podem levar até uma semana para serem completadas.

O PRESÉPIO BRASILEIRO

A história do presépio brasileiro é fruto da influência dos colonizadores de Portugal, Espanha e França,
principalmente. Segundo estudiosos, em 1532, o padre Jose de Anchieta, ajudado pelos índios, já modelava em barro pequenas figuras representando o presépio, com o propósito de incutir-lhes a tradição cristã e honrar o menino Jesus no dia de Natal. Mas foi entre os séculos 17 e 18 que os presépios foram definitivamente introduzidos e difundidos no Brasil, inicialmente se inspirando nos modelos europeus e, mais tarde, adquirindo fisionomia própria e a riqueza de linhas que marcaram o barroco nacional.

O índio, o negro, o caboclo, a fauna, a flora, a mitologia afro-americana, usos e costumes, transformaram as influências externas em cenas comuns da vida diária: lavadeiras no rio; caçadores, fazendeiros e trabalhadores cuidando de animais ou montados a cavalo; mulheres cuidando dos filhos ou tirando água no poço; moinhos, cisternas, fontes e rios escorrendo por baixo das pontes. Além da paisagem esboçada nos presépios conter montanhas, árvores, casas de todos os gêneros, pintadas com cores vivas, e a igrejinha iluminada.

A Bahia é um dos estados onde mais cresceu e se difundiu essa tradição, graças também ao seu precioso folclore. No livro "Gabriela, Cravo e Canela", Jorge Amado detalha casas que ficaram célebres pelos presépios de Natal trabalhados o ano inteiro e expostos em dezembro com vista para a rua, em Ilhéus. “Era o Natal dos presépios, das ceias após a missa do galo, do início dos folguedos populares, dos reisados, dos ternos de pastorinha, dos bumba-meu-boi, do vaqueiro e da caapora", reforça o autor.

Vários estados do Brasil possuem uma rica série de presépios, como o presépio da cidade de Piriripau, exposto no Parque do Ibirapuera no 4º Centenário de São Paulo, com 42 cenas que vão do nascimento atá a ressurreição de Cristo. No Vale do Paraíba, a arte presepista desenvolveu-se de tal maneira que os presépios em barro cru pintado desenvolvidos pelos “figureiros do Vale” são vendidos em outras regiões, com colorido diferenciado.

Em Minas Gerais, António Francisco Lisboa, o Aleijadinho, decorou não só as igrejas de sua terra natal, Ouro Preto, como fez presépios para a aristocracia crioula, esculpindo figuras não superiores a trinta centímetros com uma requintada elegância, como pastores rezando e os Reis Magos.

Museu do presépio
– a idéia de um museu de presépios teve início em 1949 em São Paulo, quando Francisco Matarazzo Sobrinho trouxe da Itália um precioso exemplar do Presépio Napolitano, do século 18, composto por 1620 peças. Anos mais tarde, o sonho tomou forma no Museu de Arte Sacra da capital, onde se encontra o original e mais 130 presépios, que revelam a diversidade de exemplares no mundo, como o do México, com modelos de barro seco e cortiça, e o da Áustria, com madeira, coquinho e pinhas.